Eles se consideram os Maiores do Mundo, time Mais Querido, chamam a camisa de Manto Sagrado... Lá onde eu trabalho, os flamenguistas são maioria. E são os que mais azucrinam a vida de todos os torcedores de qualquer outro time. Vasco perde? Eles arrebentam na tiração de sarro. Fluminense empata? Chupa Fluzão, gritam em coro. Botafogo escorrega? Ah, Fogão não é grande, ironizam. E não ficam só nos times do Rio não. Se Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Portuguesa (!) tropeçam, lá vem gozação dos rubro-negros. Até quando o Milan faz gol no Manchester eles azucrinam o garoto que um dia disse gostar de futebol inglês. Em resumo, além de serem os maiores, são também os mais chatos do mundo.
Mas aí, aconteceu essa tragédia na quarta-feira. O Defensor, um time de segunda divisão do Uruguai, que até hoje só ganhou três campeonatos nacionais na nossa ex-colônia (até o River Plate uruguaio, que deixou de existir em 1930 tem mais títulos) ignorou o Manto Sagrado e enfiou três gols no Maior do Mundo, no Mais Querido. Clima tenso na redação. Que quase explodiu em selvageria quando um tricolor carioca ameaçou fazer uma graça....
É, além de serem os maiores e mais chatos do mundo, eles também são os piores esportistas. Pelo menos lá onde eu trabalho.... Talvez na Geral do Maracanã sejam mais civilizados.
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quinta-feira, maio 03, 2007
segunda-feira, março 26, 2007
O vilão que não estava no roteiro original
O roteiro era perfeito. Tinha emoção, com 40 mil pessoas enfileiradas na platéia, ansiosas pelo grande momento; tinha suspense, com o tempo passando rápido; tinha o herói, lutando pra vencer no final; tinha o clímax, dentro da área, de frente para o gol, aos 43 minutos do segundo tempo. Mas aí apareceu o vilão que não estava no roteiro original: o pé do goleiro Bruno, do Flamengo, que atendendo ao seu cacoete de defensor ficou pra trás, no meio do caminho entre Romário e o seu milésimo gol.
O Maracanã quase morreu do coração, mas não teve jeito. A festa do baixinho ficou pra depois.
O Maracanã quase morreu do coração, mas não teve jeito. A festa do baixinho ficou pra depois.
quarta-feira, março 21, 2007
Os mil gols do Baixinho
No Rio não se fala de outra coisa. De repente, a campanha de Romário pelo recorde de mil gols virou uma bandeira da cidade, unindo torcedores de todos os clubes. E não é pra menos.
Dentro de campo, Romário sempre foi um gênio. Ninguém pode negar. Independentemente da conta que se faça dos seus gols – sejam os mil de seus fãs, ou os 900 dos que tentam diminuir a marca –, o Baixinho já escreveu seu nome na história do futebol. Afinal, ninguém mais no mundo, além de Pelé e do alemão Gerd Müller, conseguiu chegar perto dos 900.
A marca do Baixinho, portanto, mostra mais uma vez a força do nosso futebol. Por isso, essa festa é de todos os brasileiros.
Escrevo isso com tranquilidade, pois Romário nunca fez meu tipo de ídolo. Polêmico e arrogante, às vezes até grosseiro, inventou aquelas camisetas ridículas com mensagens, que usava sob o uniforme nos anos 90 e exibia a cada gol marcado. Ídolo verdadeiro conquista empatia com o público pelas atitudes no dia-a-dia. De que adianta mal-tratar o próximo todos os dias e depois escrever mensagens na camiseta? Ayrton Senna, por exemplo, nunca precisou abrir o macacão para mandar recado.
Hoje, porém, Romário está mudado. Muita gente jamais teria tido coragem de abraçar com franqueza a causa dos portadores da Síndrome de Down, como ele fez desde o nascimento da filha Ivy. Essa atitude, um gol do Baixinho que não entra na lista, mas que talvez seja o mais especial de todos, mudou minha opinião a respeito dele. Por isso, e pelas alegrias que nos deus na grande área, ele merece ser reverenciado.
Dentro de campo, Romário sempre foi um gênio. Ninguém pode negar. Independentemente da conta que se faça dos seus gols – sejam os mil de seus fãs, ou os 900 dos que tentam diminuir a marca –, o Baixinho já escreveu seu nome na história do futebol. Afinal, ninguém mais no mundo, além de Pelé e do alemão Gerd Müller, conseguiu chegar perto dos 900.
A marca do Baixinho, portanto, mostra mais uma vez a força do nosso futebol. Por isso, essa festa é de todos os brasileiros.
Escrevo isso com tranquilidade, pois Romário nunca fez meu tipo de ídolo. Polêmico e arrogante, às vezes até grosseiro, inventou aquelas camisetas ridículas com mensagens, que usava sob o uniforme nos anos 90 e exibia a cada gol marcado. Ídolo verdadeiro conquista empatia com o público pelas atitudes no dia-a-dia. De que adianta mal-tratar o próximo todos os dias e depois escrever mensagens na camiseta? Ayrton Senna, por exemplo, nunca precisou abrir o macacão para mandar recado.
Hoje, porém, Romário está mudado. Muita gente jamais teria tido coragem de abraçar com franqueza a causa dos portadores da Síndrome de Down, como ele fez desde o nascimento da filha Ivy. Essa atitude, um gol do Baixinho que não entra na lista, mas que talvez seja o mais especial de todos, mudou minha opinião a respeito dele. Por isso, e pelas alegrias que nos deus na grande área, ele merece ser reverenciado.
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